Oficina Nós Mídia | Casa do Zezinho

Entre os dias 23 e 27 de agosto de 2010 aconteceu na ONG casa do Zezinho em São Paulo a Oficina “Nós Mídia: Jornalismo 2.0” uma iniciativa que prepara grupos de jovens para atuar proativamente em redes sociais produzindo conteúdos utilizando aparelhos celulares e o uso crítico destas ferramentas para mobilizar a participação social. A oficina é fruto de uma parceria entre o Instituto Vivo e os programas  Vivo Lab e Vivo ARTE.MOV.

As dinâmicas foram pensadas para promover o contato prático e teórico com as ferramentas de produção e distribuição de notícias, com ênfase na produção local de conteúdo e no domínio de dispositivos multimídia, como câmeras fotográficas, filmadoras digitais, investindo principalmente na mobilidade e no potencial do celular como uma ferramenta acessível e versátil. Alternando atividades práticas e teóricas com o objetivo de introduzir os alunos nos conceitos e métodos de produção, classificação e divulgação dos conteúdos para a web, com ênfase no uso de dispositivos móveis, distribuição e mobilização em redes sociais.

Sob a Coordenação do Prof. da UFMG Rodrigo Minelli, o processo foi conduzido pelo mídia artista Nacho Duran e pelo articulador de redes Artur de Leos. Rodrigo é Gestor dos Programas Vivo Lab e Vivo ARTE.MOV, Nacho, é colaborador do programa Vivo ARTE.MOV desenvolvendo a Oficina “Vídeo de Bolso”, Artur é articulador das redes dos Programas Vivo Lab e Vivo ARTE.MOV e atua como educador em projetos da ONG Fábrica do Futuro.

Segue abaixo um breve relato das atividades e impressões da oficina:

Chegamos para conhecer a Casa do Zezinho, localizada no bairro Parque Santo Antonio na zona sul de São Paulo. Ficamos impressionados com a estrutura da organização que tem um prédio que atende 1200 jovens com diversas atividades que vão desde música até esportes e computação.  Deste vasto universo de pessoas trabalhamos com o grupo G2, duas turmas, uma na parte da manhã e outra na parte da tarde, totalizando 58 jovens entre 15 e 19 anos. Um grupo com um conhecimento de Web nos âmbitos de blogs e redes sociais como Orkut e Twitter.

No primeiro dia de oficina Artur e Nacho fizeram a abertura do processo apresentando a oficina, falando dos conteúdos que seriam abordados e as dinâmicas que seriam desenvolvidas. O tema da mobilização política em redes sociais e o jornalismo participativo inspiraram os alunos para fazerem seu primeiro exercício prático: Fazer em grupo um vídeo de mobilização sobre alguma causa pertinente para eles. Os resultados foram depoimentos que envolvem assuntos como religião, juventude e expressão.

O segundo dia foi o primeiro no laboratório de informática, onde os alunos conheceram os programas da mochila digital, um pen drive com um conjunto de programas livres para edição de sons e imagens que podem ser executados em qualquer computador sem a necessidade de serem instalados. Como atividade prática os alunos deveriam fazer um ringtone e um gif animado com uma sequência de imagens e adicionar ambos em um aparelho celular.

No terceiro dia o foco foi a linguagem audiovisual e suas possibilidades no contexto da cultura da mobilidade. Debater como a convergência tecnologica coloca o celular como uma poderosa ferramenta para produção e difusão de mídias. Foram apresentados vídeos premiados no festival Vivo ARTE.MOV, exemplos de coberturas participativas e vídeos de educação patrimonial feitos em projetos da ONG Fábrica do Futuro. Dicas de captação de imagens foram trabalhadas: como filmar com um celular? Qual a diferença de filmar com um filmadora? Como melhorar os vídeos? Quais linguagens podemos utilizar? Estas foram algumas das perguntas que foram utilizadas para introduzir as ferramentas do audiovisual, como a narração por letreiros, plano sequência, etc… Como atividade prática, mais uma vez em grupos os jovens fizeram vídeos sobre patrimônios culturais existentes dentro da casa do Zezinho. Estes patrimônios poderiam ser de cunho material ou imaterial: conhecimentos, espaços, pessoas e idéias foram abordados livremente.

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O quarto dia foi o mais esperado, o dia do passeio. Programamos uma visita na sede da Vivo e um passeio no Parque Burle Marx para produção de fotos panorâmicas e um desenho no mapa utilizando o GPS para localizar e traçar a rota executada. Na Vivo fomos recebidos por um representante do Instituto Vivo, Daniele Silva e educador Muricio Petenelli, que mostraram os espaços do teatro e da galeria onde o Mauricio fez uma palestra sobre a história da telefonia. O ponto alto da visita foi a sala Vivo Zap, onde é possível visualizar a central de operações com sua grande tela que mostra as conexões em todo o Brasil. Todos ficaram muito impressionados com o espaço e avaliaram o passeio como o melhor momento da oficina.

No quinto e último dia de oficina entregamos as mochilas digitais e editamos os vídeos, fotos e áudios para postar no blog da oficina. Falamos também com os gestores da ONG sobre a continuidade do trabalho, como organizar um grupo de jovens para um núcleo de comunicação local e possíveis parcerias para outras ações. Os educadores que trabalham com os jovens também foram orientados acerca das dinâmicas, conceitos e ferramentas da mochila para posteriores orientações.

A oficina foi muito proveitosa para os jovens e educadores, os jovens conheceram possibilidades de expressão e comunicação em processo critico de reflexão. Os educadores avaliaram o sucesso da iniciativa de aliar as diretrizes dos programas Vivo Lab e Vivo ARTE.MOV, que enfatizam respectivamente a formação e mobilidade no contexto do audiovisual, para proporcionar uma experiência integrada que promova a experimentação de linguagens e a participação social. Ao todo foram editados aproximadamente mais de 200 fotos, 100 clips de vídeos, 12 vídeos editados, 4 ringtones em formatdo mp3 e 25 gifs animados.  Os resultados são surpreendentes e poderão ser vistos a partir do dia 3 setembro no blog feito especialmente para a oficina. http://vivolab.com.br/nosmidia.com

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